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FORMAÇÃO

A síndrome do “discernimento vocacional perpétuo”

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O perigo da superfície!




A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. [...] Tudo entre ele era comum. Com grande coragem os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça. [...] Todos que possuíam terras ou  casas vendiam-nas. Repartia-se então a cada um deles conforme a sua necessidade.
Um certo homem chamada Ananias, de comum acordo com sua mulher Safira, vendeu um campo e combinado com ela, reteve uma parte da quantia da venda. (Atos, 4. 32,35 – 5. 1,2).

Fazendo a leitura orante dos Atos dos Apóstolos, os capitulos 4 e 5 me remeteram ao tema do nosso Retiro de Aprofundamento: “Entre as profundezas e a Superfície.”Não a forma como os primeiros cristãos viviam a fé, no sentido de vender seus bens e repartir, pois hoje estamos em outro contexto. O que chama a atenção são os personagens Ananias e sua esposa Safira.  Afinal eles experimentaram da profundeza do amor de Deus, a profundeza da vida fraterna, da partilha, oração, eles comungavam da mesma fé.Fiquei me questionando em que momento da caminhada Ananias e Safira decidiram ficar a margem, porque escolheram a superfície depois de tamanha experiência com o Espirito Santo?

“Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses a cerca do valor do campo”?  (Atos, 5. 3).

Fiz a leitura percebendo esse campo como nossa vida. Não queremos dar tudo. Nossa humanidade nos impede  de nos aprofundar, afinal a superfície é mais tranquila. Assim como Ananias não reconhecemos que Deus nos quer por inteiro. Nosso “campo” é valioso à seus olhos, muito mais do que possamos imaginar.  A superficialidade nos faz reter aquilo que é de Deus e impede a entrega total.
Assim, na minha oração, Deus me falava do perigo da superfície. Ela é a zona de conforto que nos faz viver um relacionamento superficial como nosso Senhor e com os irmãos. Tantas vezes nos prostramos diande Dele, tantas vezes choramos, tantas vezes nos arrependemos e Ele nos acolhe. Mas a superficialidade não nos deixa avançar. Andamos em circulos. Um dia estamos bem, outro não. Um dia Deus me ama, outro ele me abandonou. Se estou bem oro, louvo, adoro, leio a palavra. Se não estou bem me afasto. Retenho.

“Por que imaginastes isso no teu coração? Não foi aos homens que mentistes, mas a Deus”. (Atos 5. 4)

A palavra segue narrando a morte de Ananias e sua esposa. Junto com a superficialidade vem o perigo da morte. Não a morte física, mas a espiritual. Essa mornidão que Deus vomita, esse acostumar-se em ir a Igreja e não ser Igreja, assistir a Missa e não participar, precisar de motivos para estar diante do Senhor, quando Ele é o motivo. Dar só uma parte, enquanto Deus quer tudo. Por outro lado, a profundidade dos Apóstolos e fascinante! Enquanto fazia a leitura eu me perguntava onde estão os Pedros, os Joãos, os Estevãos do nosso tempo?  Eles não reteram  nada. Doaram tudo. E como foram usados por Deus!
A superficialidade é resultado da nossa humanidade e a profundidade não é um passe de mágica. É fruto de decisão, disciplina, entrega. O que nós estamos retendo? O que tem nos impedido de entregar tudo? O que tem nos impedido de experimentar milagres? O que tem nos mantido na superficie?
Nosso retiro de aprofundamento nos convida  a refletir sobre isso. Vamos juntos entregar “nossos campos” e sem reservas descobrir a beleza da profundidade do amor de Deus.
Abraço.
Com a paz inquieta do Coração de Jesus.
Joelma Ribeiro.
Âncora da Alma.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Entre as profundezas e a superfície!



A cada dia Deus nos dá a oportunidade de viver a profundidade do Seu amor, embora a maioria das vezes preferimos ficar na superfície, pois a mesma nos parece mais segura.  No entanto se lançar na profundeza desse amor que tem como único objetivo nos fazer felizes vale muito à pena, pois quando se decidi pela vivência do amor de Deus em profundidade há uma satisfação e um preenchimento que as palavras que uso agora não pode expressar!
Há um ano mergulhei na profundidade desse amor através da castidade e posso afirmar sou feliz! Valeu a pena todas as lágrimas que derramei, todas as dores que senti, todos os julgo que recebi, se não tivesse passado por tudo isso não teria experimentado a profundidade do amor daqueles que não olharam para meus erros, mas que acreditaram em mim, mesmo quando eu mesma já não acreditava. Não teria experimentado a profundidade do perdão daqueles que magoei, mas que foram capazes de sair de si para me alcançar, não teria encontrado a paz que vivo hoje.
Valeu à pena insistir, valeu a pena desistir dos meus sonhos e deixar Deus sonhar em mim, mesmo que isso tenha me causado alguns medos. Sentir medo é natural, afinal é um mergulho sem volta, pois quem vive a profundidade do amor de Deus não se contentará com qualquer amor, não se contentará com o sentimento de vazio que a falta do mesmo nos causa e que na maioria das vezes não sabemos identificá-lo!
Nos dias 16 á 18 de novembro somos convidados a mergulhar no amor de Deus e descobrir as riquezas do Seu coração como diz a música. Não fiquemos nas margens, não percamos a oportunidade de experimentar a grandeza desse amor! A criatura só se completa no criador, bem como o filho só se encontra no pai. O tempo está propício, é tempo de ser feliz!

 Egly Stérfane

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